O estudo foi redigido no artigo Benefits of home-based exercise training following critical SARS-CoV-2 infection: a case study, na Research Square, feito por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP – FMUSP e da Escola de Educação Física e Esporte - EEFE da USP.

Uma paciente grave de Covid-19, 67 anos, internada por 71 dias, dentro desse tempo 49 foram em uma Unidade de Terapia Intensiva - UTI. Ao sair do hospital, a mulher, uma ex-tabagista, apresentava quadro de fadiga, falta de ar, fraqueza muscular, dores nas articulações, tonturas, formigamento, ansiedade e depressão. Mas, teve a sua capacidade física e cardiorrespiratória melhorada após um treinamento de exercícios físicos domiciliar - HBET.

Após um período, a doença se estabilizou e a paciente recebeu alta com prescrição de oxigenoterapia domiciliar noturna por 30 dias, e seguidamente depois de 12 semanas em casa, foi reavaliada por um médico que constatou que não haveria impedimentos, a idosa começou o programa de exercícios, monitorado por um Profissional de Educação Física membro da equipe de pesquisa, presencialmente ou por videoconferência.

Os resultados se mostraram promissores, uma vez que a paciente apresentou melhora em sua aptidão aeróbia e eficiência de captação de oxigênio. Além de melhorar a capacidade respiratória, a paciente também teve aumentada sua resistência ao esforço

Por fim, de todos os sintomas Pós-Covid relatados pela paciente no momento da alta hospitalar, como fadiga, falta de ar, fraqueza, mialgia, dor nas articulações, tontura, ansiedade e depressão, somente a ansiedade permaneceu após a intervenção.